quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008






O desenho é nosso
Museu da Casa Brasileira mostra as novidades do design nacional


Um faqueiro com talheres de formas triangulares, inspiradas no contorno da cabeça das jararacas, levou o primeiro lugar entre os utensílios selecionados para o 21º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira. O ousado estojo de cozinha é criação do arquiteto paulistano Arthur Casas. De ares retrô e características artesanais, a poltrona Gisele, desenhada pelo baiano Aristeu Pires e feita de algodão e madeira, venceu como peça de mobiliário. Dividida em oito categorias, a mostra em cartaz a partir de quinta (13) apresenta 41 objetos escolhidos por catorze especialistas. Há de tudo um pouco. Destacadas de 394 inscritos de todo o país, as peças compõem um painel bastante diversificado das tendências do desenho nacional. "São itens que aliam concepção formal, inovação tecnológica, adequação ao mercado e preocupação ambiental", diz Auresnede Pires Stephan, professor de design da Faap e da ESPM e presidente do júri.
Não falta bom humor às invenções. É o caso do colorido vaso de plástico à prova do mosquito da dengue, da empresa curitibana Megabox Design. Batizado de Rei das Flores, o objeto mantém isolado o recipiente da água e mereceu com isso uma menção honrosa. A mesma láurea foi recebida pelo chamativo jipe amarelo Stark, tipo 4 por 4, previsto para chegar ao mercado no início de 2008. Projeto da equipe da paulistana Questto Design, o carro tem estrutura tubular espacial. Mais leve, ganhou motor menor e menos poluente, e ainda promete alta performance nas trilhas off-road.
O conjunto segue com luminárias minimalistas, tapetes nas mais diferentes texturas, até chegar aos surpreendentes bancos de plástico Goma. Concebidos pela designer catarinense Renata Martins Moura, eles mais parecem balas gigantes. Tudo em nome daquela dose de irreverência indispensável para um novo objeto sobressair. por Gisele Kato Revista Veja São Paulo